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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

20 Anos - Chiado





Imagens do fogo ainda arrepiam bombeiros que o combateram

Vinte anos depois do incêndio que ajudaram a combater, as imagens e sentimentos ainda estão bem presentes na memória dos bombeiros. Mário Frias é um deles, hoje com 70 anos fica "arrepiado" ao dobrar a esquina da Rua do Alecrim com o Largo do Chiado.

"Apanhei muitos incêndios, já lá iam longos anos de bombeiro (entrou com 15 nos Bombeiros Voluntários de Lisboa), mas este foi único. A água parecia que se evaporava. Foi fora do normal. Sentimo-nos impotentes perante um incêndio daquelas dimensões", recordou Mário Frias, num passeio pelo Chiado, na companhia da Lusa e de dois colegas dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, que com ele combateram as chamas a 25 de Agosto de 1988.

Naquela madrugada, o receio tomou conta dos três, mas a vontade de ajudar era mais forte.

"Andávamos no fogo do Chiado em mangas de camisa. Não havia os fatos que há hoje em dia. Senti vontade de ir e medo de chegar às chamas, porque não podíamos. Foi uma mistura de sentimentos", contou à Lusa Vitorino Bandarra, de 43 anos, desde os 16 nos Bombeiros Voluntários.

José Cachinho, hoje comandante, já sabia ao que ia, mas mesmo assim assustou-se.

"Estava em casa quando me chamaram, já tinha visto as notícias. Mas não me passava pela cabeça encontrar o que encontrei. Fiquei apavorado", disse.

O alerta do incêndio foi dado por volta das 05:00 do dia 25 de Agosto, o fogo foi dado como circunscrito pelas 13:00, e o rescaldo durou cerca de uma semana.

Mário Frias, Vitorino Bandarra e José Cachinho passaram perto de 72 horas a combater o fogo, com pequenas pausas para comer, beber, tomar um duche quente e mudar de roupa.

"Foi cansativo, mas com a ânsia de dar cabo dele, matá-lo o mais rápido possível, nem nos apercebemos do tempo que lá estivemos", lembrou Mário Frias.

Sentimento partilhado por José Cachinho: "senti dificuldades, como todos, mas envolvi-me no combate e não tive mais tempo para pensar".

Algumas imagens estão muito presentes na memória destes homens, vinte anos depois da tragédia.

"Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje de ver o meu colega a passar na maca completamente queimado. Aquilo ficou-me na retina e nunca mais me esqueço de uma coisa daquelas. Felizmente foi só aquele", recordou Mário Frias, referindo-se ao único bombeiro morto no combate às chamas, Joaquim Ramos, do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, vítima de uma explosão.

No meio de toda a confusão, Vitorino Bandarra conseguiu reter uma imagem "engraçada".

"O dono do Jerónimo Martins disse para retirarmos tudo o que estivesse nos frigoríficos para comermos. fs tantas comecei a ver pessoal a sair com caixotes debaixo do braço e a comer gelados enquanto o Chiado ardia. É uma daquelas situações que só visto", lembrou, divertido.

Mas as memórias "más" de Vitorino Bandarra são mais fortes. "Ver um colega morrer ao pé de nós e pessoas do meu bairro (Vitorino nasceu, cresceu e vive na Bica) ficarem sem emprego foi difícil".

O incêndio deixou cerca de duas mil pessoas no desemprego, muitas delas trabalhadoras dos armazéns do Chiado e do Grandella.

Vitorino Bandarra viveu o incêndio como bombeiro, mas também como morador da zona.

"Acompanhei a aflição dos meus vizinhos. Não sabiam qual ia ser o futuro deles. Uma, que estava há 17 anos no Grandella, acabou por emigrar, porque de um momento para o outro ficou sem emprego, sem nada", recordou.

José Cachinho, que também nasceu, cresceu e sempre morou na zona, ao ver o Chiado na fase de rescaldo, sentiu "um aperto no coração".

"Era um local onde eu ia fazer as minhas compras, ia passear com os meus amigos. Partia-me o coração olhar para aquelas ruínas. Agora tem uma alma nova e o trabalho foi espectacularmente bem feito", disse.

Quanto à possibilidade de Lisboa ter um novo incêndio como o do Chiado estão todos de acordo: "não é possível".

"Hoje em dia as situações são detectadas à nascença. A coordenação de meios funciona melhor. Os edifícios têm vigilância", referiu José Cachinho, salientando no entanto que "toda a cidade histórica é um perigo".



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Assalto ao BES - Última Hora


Polícia dispara contra assaltantes e liberta reféns.
Disparos das forças de segurança, às 23h21 de hoje, puseram fim a um sequestro numa dependência do BES, em Lisboa, que se prolongou por mais de oito horas. Um dos assaltantes morreu e outro está gravemente ferido. No momento dos disparos, os dois reféns saíram do alcance dos assaltantes e ficaram a salvo, entregues a equipas médicas do INEM.

Às 01h00, a sub-intendente da PSP, Florbela Carrilho, leu um comunicado à comunicação social, fazendo um resumo das principais etapas do assalto seguido de sequestro. Contudo, não foram dados pormenores sobre a identidade dos assaltantes e exigências que fizeram ao longo do dia.

O alarme sobre o que se passava no BES da Rua Marquês da Fronteira foi dado às 15h04, tendo sido accionados "elementos de patrulhamento e brigada antri-crime", segundo o comunicado.

Dos iniciais seis reféns, três pessoas foram libertadas de imediato (dois homens e uma mulher) e uma quarta (uma senhora com uma crise de ansiedade) um pocuo mais tarde. Os dois reféns que restaram estavam "manietadas com pulseiras plásticas". Os sequestradores tinham armas de fogo com que ameaçavam os reféns.

"Foi montado um perímetro de segurança, com accionamento de grupo de operações especiais, unidade de negociadores, corpo de intervenção e elemetos da Polícia Judiciária", disse a sub-intendente, tendo-se iniciado o diálogo com os assaltantes, que durou várias horas.

Desfecho dramático

Pouco antes das 23h00, uma mulher foi levada pelo sequestrador para a porta, com uma arma apontada ao pescoço; enquanto o outro refém esteve a ser agarrado pelo pescoço e com uma arma apontada à nuca.

Foram longos minutos de uma situação muito tensa que terminou com disparos das forças de segurança, que causaram a morte imediata de um dos assaltantes e ferimentos graves no outro, que foi transportado para o Hospital São Francisco Xavier. A sub-intendente da PSP ñão avançou quaisquer elementos adicionais sobre os sequestradores.

O refém masculino foi levado para o Hospital de São José, encaminhado por uma viatura do INEM, devido a ferimentos ligeiros causados por estilhaços dos disparos.

A mulher teve apoio psicológico inicial no local e falou com os amigos que a esperavam, tendo pouco depois deixado a zona. A reportagem da SIC apurou que se trata da gerente da dependência, na casa dos 30 anos, divorciada e mãe de três crianças que estão de férias com o pai.

O local esteve sitiado durante mais de oito horas, com os moradores de prédios contíguos ao edifício da dependência do BES impedidos de entrar ou sair de casa, encontrando-se alguns deles no interior de carrinhas policiais. O tráfego automóvel também esteve cortado.

Um morador contou que a polícia pediu a evacuação do escritório situado no piso por cima da dependência bancária, para aceder a um terraço, e solicitou as plantas do edifício. A policia não prestou qualquer declaração sobre o caso depois das 19h00.

O perímetros de segurança policial na Rua Marquês de Fronteira estendeu-se do número 66 ao número 84, sendo o edifício do BES o número 72.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

BIC phone: o telemóvel descartável!




A empresa francesa conhecida por produzir produtos descartáveis de baixo custo (canetas, isqueiros, aparelhos de barbear…), lançará em breve um telefone inserido num projecto revolucionário das telecomunicações.

Trata-se de um telefone descartável pronto a usar.Vem com 60 minutos de conversação grátis (podendo ser alargados mediante um pagamento extra),válidos durante dois meses após a sua activação e um número atribuído durante 12 meses.
Este telefone,fabricado pela Alcatel, poderá ser encontrado em locais de venda como estações de serviço e supermercados.O lançamento em Portugal ainda não está previsto (lançamento em França durante o mês de Agosto).

O preço deverá oscilar entre os 35 e os 50 euros.

Será uma boa aposta este conceito de telefone descartável? Em termos ambientais, terão algum tipo de impacto? Dêem a vossa opinião!